Agnella estava
sentindo-se um animal de zoológico no qual todos acham fofo e ficam olhando por
horas qualquer movimento que ele fizer. Era assim com que ela se sentia com
Matteo olhando-a daquela maneira. Nunca vira um homem tão lindo e vê-lo ele
pessoalmente é bem melhor do que vê-lo em uma pequena foto.
Os olhos turquesas
transmitiam desejo, cobiça, admiração e curiosidade, seus cabelos pretos e
lisos agora estavam um pouco maiores, sua pele branca estava bronzeada, o nariz
perfeito, a mandíbula marcada e os lábios cheios, vermelhos e convidativos
estavam ali. A barba negra que vira na foto tinha sumido, dando um aspecto mais
jovial ao homem, mas que fez falta à Agnella, ela queria sentir aquela barba
arranhando-lhe a pele enquanto a beijava. Ela espantou esses pensamentos. Onde
já se viu pensar isso com um homem que só vira hoje?
Matteo sentou-se ao
seu lado e sentiu a tensão que emanava dela. Agnella tomou coragem e olhou para
ele o que quase o fez ofegar, eram lindos, puros e transmitiam uma enxurrada de
sentimentos que ele não conseguiu diferenciá-los.
— Olá, Cosa Nostra – soou uma voz de
sinos.