Agnella estava semi-acordada quando ouviu passos rápidos e vozes
baixas. Olhou para o relógio em sua mesa de cabeceira e constatava que eram
duas horas da manhã. Dormira tanto assim? Os passos continuaram. Pensou em
Donnatela, Fabrizio ou Gabriele, mas a essa hora eles deviam estar em um sono
profundo. Pensou também nos seguranças, mas estes deviam estar nos dormitórios da
mansão. Levantou-se rapidamente e abriu minimamente a porta. Ninguém. Era o que
achava, mas quando ouviu um barulho alto, seguido de um grito lânguido.
Percebeu que isso não era sinônimo de silêncio. Desceu as escadas e correu na
direção do grito, a biblioteca. Abriu a porta esbaforida e suas pernas falharam
quando viu a mesa central manchada de sangue e sentado na cadeira estava seu
pai, com a camisa e o rosto ensanguentados. Não teve tempo de gritar, Donnatela
e seus amigos já estavam ali, juntamente com os seguranças. Todos chocados.
Agnella aproximou-se do corpo e notou que havia um bilhete
enrolado nos dedos do pai, ainda trêmula leu em voz alta para todos.
—
INIMIGO BOM É INIMIGO MORTO.
Sentia as lágrimas escorrendo por suas bochechas e seus altos soluços.
As pernas falharam e seu corpo caíra no tapete felpudo da biblioteca. Seus
amigos a acalmavam enquanto Donnatela juntamente com os seguranças retiravam o
corpo do local. Mais fria do que nunca, Agnella levantou-se e olhou para todos.
Viu pena e tristeza que banhavam os olhos daqueles que prometeram protegê-la.
Olhou para a janela que estava aberta, provavelmente fora por ali que o assassino
de seu pai fugiu, pois quando entrou no recinto não havia mais ninguém.
—
Fabrizio, Gabriele, Donnatela. Está na minha hora de entrar para a máfia.
3 comentários:
gostei, continue assim!
*-* Obrigada.
Arraso!Tó louca pra ver a continuação... *-*
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