Sua mente martelava perguntando quem matara seu pai. Que ele tinha
muitos inimigos, isso era óbvio, mas quem teria tamanho conhecimento de toda a
arquitetura da casa e toda a programação dos seguranças a ponto de entrar
completamente escondido e matá-lo? Iria descobrir nem que fosse a última coisa
que faria.
Dirigiu-se ao quarto do Sr. Gerevini e lágrimas escorreram por
suas bochechas, o cheiro de seu pai estava impregnado em todo o quarto. Entrou
no closet, tirou as roupas do caminho e deu de cara com uma parede que continha
um pequeno quadrado que pedia uma senha. Senha? Seu pai nunca dissera uma senha
a ela, mas tinha uma dica. No dia da morte, Francesco tinha dito que a dica
era: os olhos e os cabelos divinos.
Quando era uma garotinha, seu pai dissera que ela era idêntica à
sua mãe e que os olhos e cabelos de ambas eram os mais lindos que ele já tinha
visto em toda a vida, eram divinos. Contara também que sua mãe era da tribo
Araweté, situada no Brasil, no estado do Pará. Araweté. Araweté. Essa era a
senha! Tinha que ser.
Agnella aproximou-se, digitou a senha e a parede abriu-se. Entrou
na “sala” e encontrou vários armários. Armário 3C. Gritou de alegria ao encontrá-lo.
—
Hora de descobrir seus inimigos, papai – falou com um sorriso malvado no rosto.
2 comentários:
estou querendo logo saber o final!!!!!!!!!!!!!!!!!!1
Instigante, parabéns. Bjs. "-Hora de descobrir seus inimigos, papai - [...]" . Super demais....
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